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sábado, 10 de dezembro de 2011

Seria apenas uma história se não tivesse tocado a alma


Olhar para trás após uma longa caminhada pode fazer perder a noção da distância que percorremos, mas se nos detivermos em nossa imagem, quando a iniciamos e ao término, certamente nos lembraremos o quanto nos custou chegar até o ponto final, e hoje temos a impressão de que tudo começou ontem. Não somos os mesmos, mas sabemos mais uns dos outros. E é por esse motivo que dizer adeus se torna complicado! Digamos então que nada se perderá. Pelo menos dentro da gente…
— Guimarães Rosa



 Dizer adeus se torna mesmo tão complicado... Tantos anos com vocês que me acostumar com a ideia de que não mais vou ver esses rotinhos de segunda a sexta vai ser muito, mais muito difícil mesmo. Eu queria poder com palavras descrever o quanto vocês significam para mim, mas como já disse em algumas outras ocasiões, as palavras não são suficientes para mostrar um pouco do carinho, da admiração e do amor que eu sinto por cada um de vocês.

 Foram oito anos... Oito bons anos convivendo juntos. Tanta coisa que a gente viveu junto, crescemos juntos... Tantas lembranças, sorrisos, lágrimas, brigas, resenhas. Tantos momentos que chega a ser difícil apontar alguns como exemplo da nossa jornada, do nosso progresso... São várias as histórias que eu jamais vou tirar da memória, mas uma que me marcou muito (e acho que também marcou alguns de vocês) foi nosso projeto – Projeto Bumerangue – lembram-se? Sério, aquele projeto estressou todo mundo, haha. Foi tanta briga, e o pior por besteira (pra variar né?). O projeto me marcou mesmo porque no dia da apresentação do mesmo, eu fui a primeira a chegar no local  e me deparei com nossos stands destruídos por causa da chuva da noite anterior. Aos poucos todo mundo foi chegando e me recordo como se fosse hoje a expressão no rosto de cada um: “tanto trabalho e agora tudo acabado”. A desolação estava estampada no rosto de cada um de nós. Foi um desastre. Mas acabou resultando numa coisa linda, porque naquele momento nós esquecemos as diferenças, deixamos os desentendimentos de lado, enxugamos as lágrimas e começamos a reorganizar tudo... Todo mundo unido por um bem comum. Não foi o único momento que tivemos assim. A volta da viagem de Ilhéus foi outro momento que eu jamais vou esquecer. Tão lindo todo mundo se declarando, haha. Quem diria que a gente chegaria a esse ponto. São em momentos como esses que nós vemos que por mais que nós briguemos, ameacemos uns aos outros, nós nos reconciliamos e deixamos florescer o melhor que há em nós, deixamos a amizade falar mais alto.

 Sério... Para alguns pode parecer besteira, mas são detalhes da nossa vida cotidiana que fazem a diferença. Desculpem-me pelas perturbações, pelas folhas roubadas, pelas canetas trocadas ou estojos escondidos... Como eu sempre disse, faço essas coisas porque é uma das maneiras que eu encontrei para demonstrar o quanto me importo e amo vocês, meus amores. E mais, tenham a certeza de que levarei sempre comigo alguma coisinha que aprendi com cada um de vocês, por exemplo, levo comigo de:

- Camila: a alegria, a motivação para os reggaes, até um pouco dos pagodes (haha), a mania de ficar no celular, o entusiasmo, a cumplicidade quando o assunto é praticar bullying;

- Gabrielle: a mania de organização, o espírito de liderança, o senso de humor;

- Gleissequelle: a mania de achar que tudo pode ser bullying, as chatices, a mania de ser achar a sabichona e achar que tudo é conspiração;

- Gustavo: compartilhar a arte de ser sonso (a), só Paulo mesmo pra dar corda para essa galera nos acusar de ser sonsos, haha;

- Ingridy: a ingenuidade, as risadas alarmantes, as merdas que tanto me fizeram rir até chorar, mas acima de tudo o sentimento de generosidade, de sempre estar preparada para ajudar as pessoas ao nosso redor;

-Jéssica: a companhia que sempre me fez, a visão realista das coisas e das pessoas, a teimosia e a arte de chantagear haha;

- Kaíque: as brincadeiras bestas, as histórias, o jeito relaxado de levar à vida, sem estresse... simplesmente aproveitando o melhor que a vida nos oferece;

- Layana: a mania linda de abraçar, a ingenuidade (ou descaração kk) de cair em tantas brincadeiras de duplo sentido, as risadas, o jeito meigo de encarar a vida;

- Leonardo: a ironia, o rebuscamento das palavras nas redações ou ainda o sarcasmo ao analisar as coisas/ pessoas;

- Luz Marina: as brincadeiras, as risadas, o jeito de implicar com as pessoas (eu que o diga), por me mostrar que tenho mesmo que procurar uma fonoaudióloga para tratar da minha dicção já que falo “axim” hahaha;

- Rebeca: os sorrisos, a implicância, o jeito dramático de conduzir a vida, os segredos, o fato de me mostrar que realmente não dá certo estudar em grupo, me fazer enxergar que às vezes a gente tem mesmo que perturbar os outros, afinal, só a assim a gente conhece de verdade as pessoas (eu conheço bem minhas amigas, hahaha);

- Renata: as risadas, a mania de cantar ou falar sozinha nos horários de aula, o jeito louco de curtir a vida, a arte de criar os mais loucos e engraçados apelidos;

- Simone: o jeito GaGa de ser, haha. A alegria, a maneira desbocada de levar as coisas;

- Tássia: a criatividade, a cumplicidade em algumas armações, as risadas extravagantes, o jeito doidinho de ser;

- Yuri: as mais loucas e bizarras histórias, o jeito exagerado de inventar, as perturbações.

 Enfim, de uma maneira ou de outra, cada um de vocês deixou uma marca... Seja da mais boba até a mais séria, sempre vai ter um local para vocês aqui no coração. Claro que alguns ocupam um espaço maior do que os outros, fato. Convivi com a maioria durante exatos oito anos, outros por cerca de três ou dois anos... Mas é como se conhecesse vocês a muito mais tempo. São parte da minha história. Daqui a alguns anos vamos lembrar-nos dessa época das nossas vidas, e assim como eu, espero que vocês possam se recordar dos melhores momentos: as mais lindas risadas, as melhores brigas, as viagens incríveis, as resenhas, os reggaes, das lágrimas que rolaram, dos abraços, das mordidas, das pirraças, das palavras... de tudo do que vivemos. E de que ainda vamos viver, porque não vou permitir que alguns de vocês ousem se afastar de mim.

Eu amo vocês. Amo de verdade! E sim, para sempre. 

domingo, 28 de agosto de 2011


                                                                       
São tão lindos! *-*

sábado, 13 de agosto de 2011



Achei muito meiga a imagem *-*

domingo, 19 de junho de 2011

O que é amor?



Amor é quando você fala para um garoto "que linda camisa você está vestindo" e aí ele a veste todo dia.
- Noelle, 7 anos.

 Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela.
- Chrissy, 6 anos.

Amor é quando alguém te magoa, e você mesmo muito magoado não grita porque sabe que isso fere seus sentimentos. 
- Samantha, 6 anos.

Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesm depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro.
- Mary Ann, 4 anos.

Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes para ter certeza que está do gosto dele.
- Danny, 6 anos.

Amor foi quando minha avó pegou artrite, e ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite.
- Rebecca, 8 anos.

O amor não é quando o seu amor corre de você no pega-pega, e sim quando ele te da a mão e chama para correr com ele.
- Mary, 6 anos.

 O amor definitivamente é lindo! Não há idade certa para amar, simplesmente, se ama.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Muito além do que se pode entender

  De fato, é aparentemente muito engraçado como as pessoas passam a vida inteira procurando a felicidade. Tentam todos os caminhos, todas as maneiras, todas as vertentes. Tentam de tudo um pouco. Demoram muito e, muitas vezes, nunca descobrem que o caminho pra ser feliz é simplesmente amar.
  Quem descobre isso toma para si a responsabilidade de descobrir o que é o amor. Mas, afinal, como definir o que é amar? Definir o que é o amor é limitar a magnitude do seu sentido. Amar é tentar expressar o soberano, é buscar traduzir nas ações a dimensão e a infinitude que nem as mais rebuscadas palavras conseguem alcançar.
  Amar é ser constante, incansável, incessável, é não pender nem se deixar abalar, é não titubear. É sofrer, é renunciar, é ceder, é negar, é escolher, é pacificar, é não condicionar e acima de tudo saber escutar. Amar é saber traduzir um silêncio cheio de palavras ou um olhar cheio de respostas, é saber que as brigas fazem parte de tudo que um dia se tornou sólido. É demonstrar o que se sente sem medo de uma desilusão. Amar é ser base, alicerce, sustentação, porto seguro, é construir pontes firmes, é derrubar barreiras, é não ter asas e sentir que pode voar.
 É compartilhar sentimentos, angustias, tristezas, alegrias e emoções. Ser amante é ser companheiro, é ser confidente, é ser referência, é ser discreto e compreensivo, é dar a mão pra quem espera rejeição, é ser fiel, é ser leal, é ser confiável, é apresentar seus defeitos e deixar que suas qualidades se sobressaiam, é ser unicamente você, é mostrar o que você é e não o que você gostaria de ser, afinal, é amar é ser sincero. Mas acima de todas as coisas amar é ser AMÁVEL, é se deixar ser amado por quem te rodeia, é descobrir a leveza de uma relação mútua. Ser amável é ser tudo aquilo que você espera das pessoas que te cercam, é buscar ser a cada dia mais apaixonante, é acordar e ter certeza de que a cada manhã se nasce de novo para mudar o que aconteceu no dia anterior, é se reinventar a cada segundo, é se amar e ser completo por si só, pois ninguém deve carregar nas costas a obrigação de completar outra pessoa, mas suplementar o que já existe para que se possa amar por prazer e não por necessidade.
  Ao final de tudo, descobrimos que a complexidade do ato de amar se resume basicamente no ato de sentir. Sentir que o amor existe, amar e se deixar ser amado. Afinal, se amar é o caminho para a felicidade o que torna tão difícil ser feliz a vida inteira?

Rebeca Rodrigues


*Texto escrito por uma amiga minha (Rebeca Rodrigues piriguete haha)! Achei o texto tão lindo, que pedi a ela para postar aqui, porque guardar um texto desse, venhamos e convenhamos, é pecado rs.  

sexta-feira, 19 de março de 2010

Te amo tanto, dorme com os anjos...



"Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas.
(...)
Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão frequente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenha tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vez em quando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito em voz baixa 'te amo tanto, dorme com os anjos'. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo."
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 1 de março de 2010

O adeus que você me negou!

Você se foi e levou consigo o que havia sobrado do meu coração. Nem adeus você disse. Simplesmente, foi. Aonde foi que eu errei? Por que você me deixou assim? Arrasada. Eu sempre fiz tudo pra te fazer feliz, dei o melhor de mim. E mesmo assim, você se foi e nem se quer olhou para trás. É como se eu nunca tivesse significado nada para você. Dói. Meu coração já quase não bate mais. Fez-se frio. Incapaz de amar outra vez. Eu só queria entender o motivo de tudo isso. Em que momento a gente deixou de se amar. Se é que algum dia você me amou. Mas eu confesso, eu te amei a cada segundo. Sempre. Por mais que você esteja longe, eu continuo te amando.